Comissão de Valores Mobiliários

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ATA DA REUNIÃO DO COLEGIADO Nº 02 DE 08.01.2002

Participantes

JOSÉ LUIZ OSORIO DE ALMEIDA FILHO - PRESIDENTE
LUIZ ANTONIO DE SAMPAIO CAMPOS - DIRETOR
MARCELO FERNANDEZ TRINDADE - DIRETOR
NORMA JONSSEN PARENTE - DIRETORA
WLADIMIR CASTELO BRANCO CASTRO - DIRETOR

MINUTA DE DELIBERAÇÃO QUE DETERMINA A IMEDIATA SUSPENSÃO DAS ATIVIDADES DE INTERMEDIAÇÃO DE DAGOBERTO ENGEL E ABRÃO ADOLPHO ENGEL NETO –PROC. SP2001/0148

Reg. nº 3515/02
Relator: SGE

Foi aprovada a minuta de Deliberação em epígrafe.

RECURSO CONTRA DECISÃO DA SMI – REGISTRO DE AGENTE AUTÔNOMO – JOÃO BOSCO RODRIGUES PEREIRA – PROC. RJ2001/11675

Reg. nº 3477/01
Relator: DNP

O Colegiado acompanhou o voto da Diretora-Relatora, a seguir transcrito:

"PROCESSO: CVM Nº RJ 2001/11675 (RC Nº 3477/2001)
INTERESSADO: João Bosco Rodrigues Pereira 
ASSUNTO: Recurso contra decisão da SMI
RELATORA: Diretora Norma Jonssen Parente
RELATÓRIO
1. O Sr. João Bosco Rodrigues Pereira foi agente autônomo de investimento devidamente registrado no Registro Geral de Agentes Autônomos de Investimento (RGA) e credenciado em distribuidora de valores até março de 1999, quando deixou de renovar sua credencial, tendo, a partir dessa data, passado a atuar através de uma empresa de consultoria e aproximação de negócios.
2. Como o seu nome não foi inserido na relação divulgada pela CVM, diz que tentou pagar a anuidade junto ao RGA, que, entretanto, se negou a recebê-la. Informa, ainda, que não teve a oportunidade de regularizar sua situação por não ter recebido o boleto de cobrança e não ter sido avisado que as regras mudariam.
3. Diante disso, solicita à CVM que sua situação seja revista e o seu nome incluído na relação dos agentes autônomos para que possa continuar a trabalhar.
4. Ao manifestar-se a respeito, a área técnica encaminhou um ofício ao interessado esclarecendo o seguinte:
a) de acordo com a regulamentação vigente, a Resolução nº 2.838 de 30.05.2001 do Conselho Monetário Nacional e a Instrução CVM Nº 355 de 01.08.2001, somente os agentes autônomos efetivamente registrados no RGA em 1º de junho de 2001 podem continuar exercendo a atividade;
b) os demais pretendentes, mesmo aqueles que foram aprovados em exame de habilitação pelo RGA mas não efetuaram ou não renovaram o registro naquele órgão, devem submeter-se à prova de certificação;
c) a solicitação não poderá ser acatada, devendo o interessado aguardar a divulgação sobre o exame de certificação.
5. Dessa decisão, o interessado apresentou recurso em que demonstra sua inconformidade com o critério utilizado para a divulgação da lista dos nomes dos agentes credenciados e requer tratamento isônomico dispensado a outras pessoas que tiveram seu pedido aceito tanto que a lista que começou com mais ou menos 1.500 nomes posteriormente já se encontrava com 2.113. Alega, ainda, que esteve credenciado por cerca de 14 anos e que o RGA se recusou a receber, sem justificativas, a anuidade.
6. Ao examinar o recurso, a SMI se manifestou contrariamente à concessão da autorização por entender que a atividade exercida pelo recorrente "aproximação de negócios" parece encobrir a atividade de intermediação irregular.
FUNDAMENTOS
7. A nova regulamentação da atividade de agente autônomo de investimento baixada pela Resolução nº 2.838 de 30.05.2001 estabeleceu o seguinte, em seu artigo 3º, em relação às pessoas credenciadas anteriormente:
"Art. 3º - Os agentes autônomos de investimento, credenciados nos termos da Resolução n° 238, de 24 de novembro de 1972, e regulamentação posterior, permanecem autorizados a desempenhar a atividade, ficando dispensados do cumprimento da formalidade prevista no art. 2º, inciso I, observada a necessidade de obtenção da autorização de que trata o inciso II do mesmo artigo no prazo máximo de um ano, contado da data da entrada em vigor desta Resolução."
8. Em seguida, a CVM baixou a Instrução CVM Nº 355 de 01.08.2001 dispondo o seguinte a respeito dos antigos agentes:
"Art. 21 – Os agentes autônomos registrados no Registro Geral de Autônomos (RGA) até 1º de junho de 2001 permanecem autorizados a desempenhar a atividade até 31 de maio de 2002, observado o seguinte:
I – até o término do prazo previsto no caput, os agentes autônomos ali mencionados deverão obter a autorização da CVM, para exercer a atividade de que trata o art. 6º;
II – os agentes autônomos credenciados em 1º de junho de 2001, nos termos da Resolução do Conselho Monetário Nacional nº 238, de 24 de novembro de 1972, estão dispensados do cumprimento dos requisitos de que tratam os incisos I e II do art. 5º desta Instrução; e
III – a qualidade de agente autônomo credenciado em 1º de junho de 2001 deverá ser comprovada mediante declaração de uma das instituições mencionadas no art. 2º, acompanhada de cópia do respectivo contrato.
Parágrafo único. Somente as sociedades cujos sócios já tenham obtido, junto à CVM, a autorização de que trata o art. 6º desta Instrução, poderão receber a autorização de que trata o art. 8º."
9. Como se vê, apenas quem estava regularmente registrado junto ao RGA em 1º de junho de 2001 permaneceu autorizado a desempenhar a atividade de agente autônomo e teve o seu nome incluído na lista divulgada pela CVM, sendo que o nome do recorrente deixou de ser incluído simplesmente porque estava em débito com o RGA apesar de ter exercido a atividade por cerca de 14 anos.
10. Embora a intenção com a divulgação da lista pela CVM não tenha sido eliminar quem não estivesse em dia com a anuidade junto ao RGA, entendo que nada impede que o nome do recorrente seja incluído na lista, devendo, no entanto, para isso regularizar sua situação. É certamente o que teria acontecido, caso a atividade não tivesse sido transferida do RGA para a CVM, uma vez que ele preenchia os demais requisitos exigidos pelas normas então em vigor.
VOTO
11. Ante o exposto, VOTO pelo acolhimento do pedido, devendo, contudo, o interessado regularizar sua situação mediante o pagamento das anuidades devidas.
Rio de Janeiro, 08 de janeiro de 2002.
NORMA JONSSEN PARENTE
DIRETORA-RELATORA"
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