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03/10/2019

Rede Global de Inovação Financeira lança relatório do primeiro ano de atuação

CVM, membro do grupo, destaca importância da iniciativa para colaboração internacional de novas abordagens regulatórias

A Rede Global de Inovação Financeira (GFiN) publicou relatório de atividades referente ao primeiro ano de atuação do grupo, que contém detalhes sobre a criação da iniciativa, visão geral das principais atividades, desenvolvimento da proposta, da governança e da base de membros da GFiN, fluxos de trabalho e próximas ações.

Representada pelas Superintendências de Proteção e Orientação aos Investidores (SOI) e de Desenvolvimento de Mercado (SDM), a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) faz parte da Rede, que tem como objetivo promover integridade financeira, bem-estar e proteção do consumidor e inclusão e estabilidade financeiras por meio da inovação em serviços financeiros.

“A criação da rede de inovação financeira global decorreu da proposta de estabelecer um sandbox global, desenhada em 2018 no Financial Conduct Authority do Reino Unido. A rede une reguladores financeiros comprometidos em apoiar a agenda de inovação financeira em benefício de consumidores, investidores. A CVM é o primeiro regulador da América Latina a ser aceito nessa network, o que oferece oportunidade ímpar para acompanhar e participar de estudos, diálogos, testes e projetos piloto, em colaboração direta com reguladores e empresas de tecnologia financeira”, comentou José Alexandre Vasco, Superintendente da SOI/CVM.

Atualmente, são 35 órgãos reguladores de serviços financeiros com status de membro pleno e 7 observadores, incluindo FMI e Banco Mundial.

 

Programa piloto transfronteiriço

O relatório destaca a criação do Programa Piloto Transfronteiriço, que selecionou 8 empresas inovadoras (das 40 candidatas) que desejam testar, em uma base transfronteiriça, produtos e serviços relacionados a setores regulados e não regulados, incluindo ofertas de RegTech, investimentos de varejo e modelos de negócios relacionados a cripto-ativos.
Cada empresa terá um membro do GFiN como líder/coordenador, que irá gerenciar perguntas e solicitações de informações, bem como orientar a realização dos testes.

 

Próximos passos

A GFiN pretende formalizar a abordagem para testes transfronteiriços com base nos aprendizados do programa piloto. Também será trabalhado o fluxo de trabalho de RegTech na criação de testes entre jurisdições e provas de conceito com relação a tecnologias de supervisão e ou tecnologias que facilitem a conformidade para empresas reguladas.
Apoiar os mercados emergentes para ajudar a definir, modelar e desenvolver seus respectivos mercados regulatórios para inovação ainda será foco da Rede.

“A mudança tecnológica constante é desafiadora. Por isso, a cooperação entre diferentes reguladores, que possuem realidades e experiências distintas, é tão importante para a criação de estruturas inovadores mais eficientes e eficazes. É fundamental o esforço colaborativo na inovação de abordagens regulatórias, de supervisão e testes internacionais”, finalizou Antonio Berwanger, Superintendente da SDM/CVM.

 

Mais informações

Acesse o Relatório GFiN – Um Ano de Vida (versão traduzida pela CVM ou versão em inglês publicada no site findevgateway.org). 

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