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08/07/2019

Planejamento Estratégico da CVM passa por atualização

Material direciona atuação da Autarquia até 2023

As significativas alterações nos cenários e tendências que serviram de base para o processo de Planejamento Estratégico da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), em 2013, exigiram uma revisão dos objetivos delineados para o ano de 2023. Por isso, hoje (8/7), a Autarquia lança o Caderno Planejamento Estratégico Construindo a CVM de 2023, versão 2019, que manifesta suas intenções de cunho estratégico e que visam a nortear o trabalho nos próximos anos.

O documento apresenta, de forma estruturada, o Mapa Estratégico e a Cadeia de Valor da CVM, ambos devidamente alinhados ao Propósito, Valores e Mandato Legal.

Garantir a integridade, estimular a eficiência e promover o desenvolvimento do mercado de capitais brasileiro. São esses os resultados perseguidos pela CVM e que servirão de referência para priorização de suas ações e projetos até 2023” — Marcelo Barbosa, presidente da Autarquia.

O material também descreve o processo, realizado no decorrer de 2018, que culminou na atualização das diretrizes estratégicas da CVM para os próximos anos.

O processo de revisão da estratégia contou com a participação dos membros da Alta Administração da CVM, dos servidores e de alguns de nossos stakeholders externos. Foram realizados workshops, palestras, apresentações, pesquisas e entrevistas, com o objetivo de garantir a legitimidade e a consistência das novas diretrizes estratégicos da CVM. Os objetivos apresentados no Caderno já estão em vigência desde o início de 2019 e já tem sido utilizados como orientadores para a definição e execução dos projetos e inciativas da Autarquia.”, destacou o superintendente de planejamento da CVM, Daniel Valadão.

 

Mudanças de cenário

As alterações no mercado de capitais, desde 2013, exigiram o aumento da eficiência operacional do regulador, ainda mais em um cenário de restrição de recursos imposta pelo momento que o país atravessa. Nesse contexto, coube à Autarquia inovar.

  • Os mercados regulados cresceram sobremaneira, tanto em volume quanto em complexidade. A indústria de fundos de investimento, que em 2009 apresentava patrimônio líquido total de aproximadamente R$ 1,9 trilhão, registrou, em dezembro de 2018, R$ 4,6 trilhões – sendo atualmente a quarta maior do mundo.
  • O número de negócios em Bolsa avançou de 228 milhões em 2014 para 307 milhões em 2018. Já o volume financeiro de negociações com derivativos cresceu de R$ 48 trilhões em 2014 para R$ 95 trilhões em 2018, sendo o terceiro maior do mundo, com projeção de R$ 111 trilhões para 2019.
  • O papel da tecnologia tem sido cada vez mais importante no mercado de capitais. O crescimento de produtos como os Initial Coin Offerings (ICOs), uso do Blockchain, entre outros, impõe aos reguladores um desafio constante de atualização.
  • Novos tipos de manipulação de preço surgiram como consequência do avanço da tecnologia. O crescimento do mercado marginal (ofertas irregulares) em função da manutenção de taxa de juros básica da economia em patamar mais baixo é outra mudança de cenário a ser considerada e que demanda atenção e ação por parte da CVM.
  • Com a edição do Plano Bienal de Supervisão 2015-2016, todas as áreas da CVM responsáveis por ações de supervisão do mercado passaram a adotar o modelo de supervisão baseada em risco.
  • Desde janeiro de 2017, todos os processos administrativos instaurados pela CVM passaram a tramitar por meio eletrônico, propiciando, além da economia de recursos, mais agilidade nas análises e eficiência no atendimento ao cidadão.
  • A revisão do processo de arrecadação contribuiu para um aumento de 400% na inscrição de créditos em dívida ativa e de 14% na arrecadação efetiva.

 

Mais informações

Acesse o Planejamento Estratégico — Construindo a CVM de 2023, Versão 2019.

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