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Thu May 11 18:10:00 BRT 2017

Impactos do ataque cibernético

Palestra da Semana ENEF alerta sobre o tema

O analista Luciano Barreto, da superintendência de tecnologia da informação da CVM, abordou os ataques cibernéticos a instituições financeiras e usuários. O evento aconteceu no Centro Educacional da Autarquia, no RJ, na quarta-feira (10/5).

Segundo Luciano, com o aumento da superfície de ataque – celulares e computadores -, a exposição dos usuários aos riscos se torna cada vez maior. “Algumas pessoas não têm o cuidado necessário para evitar ser alvo de um ataque cibernético. Quando andamos na rua, temos cuidado em não circular por determinados lugares. Na internet, o comportamento também precisa ser de atenção”, ressaltou.

O analista alertou, ainda, que estão sendo utilizadas táticas difíceis de serem identificadas. “Os processos estão se tornando mais sofisticados, expondo, inclusive, grandes empresas. Fazer uso consciente da internet pode ajudar a evitar problemas”, informou.

Luciano finalizou a bate-papo aconselhando. “Se você não pediu um arquivo para alguém e, ainda assim, te enviaram, não abra. Grande possibilidade de ser uma tentativa de ataque cibernético”.

 

 

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Júlio Dahbar (COE/SOI) durante palestra

Como escolher o investimento adequado?

De acordo com o Júlio Dahbar, analista da superintendência de proteção e orientação aos investidores (SOI) da CVM, antes de escolher em que aplicar os recursos, deve-se traçar um objetivo. “É necessário levar em consideração três aspectos: o prazo – para quando preciso do dinheiro? – a liquidez – será que vou precisar desse dinheiro antes do tempo determinado? – e os riscos – o que pode atrapalhar para que os objetivos sejam alcançados?”, explicou Júlio durante palestra a respeito do tema.


O analista ressaltou que, apesar de muitas instituições traçarem o perfil do investidor, devemos fazer um exercício de autoconhecimento. “Existem formulários na internet que podem auxiliar. Precisamos ter em mente ‘qual a capacidade de assumir risco? Quanto do meu patrimônio tenho para investir? Em qual fase da vida estou?’. Essas são algumas perguntas que precisamos responder antes de tomar uma decisão”.


Julio lembrou que, por conforto ou medo, o investidor opta pelo caminho mais simples e conhecido, que nem sempre é o adequado. “Esqueça um pouco o mercado e pense nos seus objetivos. Desta forma, o trabalho de investir vai se tornar mais tranquilo”, finalizou.

 

 

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Viviane Fernandes (NEC/CVM)

Antropologia e o comportamento financeiro

No segundo dia (9/5) da Semana ENEF, a pesquisadora Viviane Fernandes, do Núcleo de Estudos Comportamentais (NEC) da CVM, apresentou informações levantadas durante projeto de mestrado sobre os usos e sentidos do dinheiro na sociedade.

Viviane lançou questionamento ao público: quais avaliações morais estão presentes nas trocas comerciais e monetárias? Segundo ela, “a partir do momento em que começamos a denominar o dinheiro – esmola, gorjeta, mesada, salário, entre outros -, ele passa a ganhar contornos que mudam de acordo com nossas questões sociais. São diferentes formas de pensar o mesmo objeto”, explicou.

A pesquisadora encerrou a apresentação afirmando que, para conhecer hábitos de consumo, poupança e investimento das pessoas e as formas como as quais elas se relacionam com o dinheiro, é necessário entendê-las na prática. “Durante o mestrado, estudei o uso de cartões de crédito pelos jovens. Muitos afirmaram que os usavam sempre, exceto em momentos de imprevistos - quando a máquina de cartão não estava disponível. Se eles tivessem apenas respondido um questionário, não saberia que era esse o sentido dado à palavra [imprevisto]”.

 

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