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Fri Dec 09 19:39:00 BRST 2016

Precisamos falar sobre dinheiro

Evento da CVM destaca que desmistificar o assunto é fundamental para educação financeira

Comprometimento com educação financeira foi o destaque da abertura do Seminário Regional sobre Novas Tendências em Educação Financeira, realizada nesta sexta-feira, 9/12, por Leonardo Pereira. No último dia da semana de eventos relacionados ao tema, o presidente da CVM abordou a necessidade de desenvolver canais abertos de diálogo para refletir sobre práticas financeiras. Além disso, celebrou a criação do Centro de Educação Financeira da América Latina e Caribe, em parceria com a OCDE, como um espaço focado nessa proposta.

O Centro será fundamental para a Autarquia, pois será destinado à disseminação da educação financeira no país. Esse trabalho em conjunto com a OCDE nos promoverá mais expertise para tornarmos o mercado de capitais mais consistente e a CVM aproximará a organização do Brasil e da América Latina, ampliando os campos de pesquisas e estudos”, informou Leonardo.

As tendências em conhecimento financeiro mudarão nossas vidas futuramente. E com o ensino desde cedo, é possível ter um mundo sustentável. Por isso, como regulador, continuaremos atuando com nossa missão de proteger os investidores e investir na educação” - Leonardo Pereira.

Também participando da abertura, o Secretário de Acompanhamento Econômico do Ministério da Fazenda, Mansueto Almeida, enfatizou os benefícios da parceria entre CVM e OCDE, que espera gerar crescimento do conhecimento sobre finanças pessoais e do setor público, aproximando sociedade e governo.

 

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Presidente Leonardo Pereira abre o Seminário lançando o Centro de Educação Financeira da América Latina e Caribe

Ao lado de Leonardo, André Laboul e Andreas Schaal, diretores financeiros e de relações empresariais da OCDE, também reforçaram que o Centro Educacional ampliará a rede de dados e estudos, tendo troca informacional acerca das habilidades, comportamentos e atitudes financeiras nessa nova rede global, a fim de promover mais desenvolvimento social e inclusão econômica.

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Na abertura, também foram entregues os prêmios aos ganhadores do Concurso Meu Pé-de-Meia, promovido pela CVM em 2016

Bem-estar a longo prazo

Em todos os painéis e discussões do evento, a busca por bem-estar a longo prazo foi abordada como ponto forte da educação financeira. A PHD e Diretora do Centro de Ensino Financeiro Global da Universidade George Washington, Annamaria Lusardi, destacou em sua palestra o papel essencial dos professores para alcançar esse objetivo.

Educação financeira é visão de futuro, pois oferece habilidade em tomar decisões conscientes e corretas. Mas, para isso, é preciso começar desde cedo, criando hábitos. Foi quando percebemos, em nossas pesquisas, que os professores podem fazer isso nas escolas”, comentou. Para a diretora, finança pessoal é projeto de felicidade.

Estratégias nacionais para educação financeira (BRIICS) foram debatidas pelas palestrantes do primeiro painel do evento, que ressaltaram a atitude e o comportamento como fatores de interferência nas decisões financeiras diárias.

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Representantes de instituições financeiras do Brasil, Indonésia, China e África do Sul contam os desafios de implementar e progredir com estratégias nacionais de educação financeira.

Em todas as experiências, o uso da educação financeira é praticada para fortalecer a cidadania, modernizar práticas econômicas e criar qualidade de vida, gerando solidez no sistema financeiro do país. A Estratégia Nacional de Educação Financeira (ENEF) foi citada nesse âmbito.

 

A ENEF brasileira foi revista e sua estratégia foi reformulada, objetivando que até 2024 esteja inserida nas escolas nacionais. O regulador sueco nos inspirou com seu modelo focado no professor como multiplicador e não apenas em materiais didáticos.” - José Alexandre Vasco, superintendente de proteção e orientação aos investidores da CVM.

 

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Segundo painel destacou a introdução da educação financeira na América Latina, com cases de programas do Peru e do Brasil

Guilherme Lichand, do projeto MGOV, lembrou, em sua participação no segundo painel, que falar sobre finanças é algo difícil e precisa ser cada vez mais estimulado. “Nosso interesse é formar hábitos nas pequenas ações diárias. Conversar sobre orçamento doméstico e problemas financeiros é delicado e precisamos saber como abordar o assunto, senão, criaremos o oposto do que desejamos, que é o engajamento”, acrescentou.

Camille Beaudoin, diretor de educação financeira da AMF Quebec (regulador canadense), também comentou sobre tornar o tema mais fluido na sociedade. “Todos ficam tímidos ao falar sobre educação financeira e queremos estimular as pessoas a conversarem sobre o assunto. Por isso criamos o programa ‘Let’s talk about money!’, sendo um canal mais direto, dinâmico e constante com os jovens, principalmente nas escolas”, disse Camille.

 

 

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Terceiro painel foi composto por Paula Bustos (Banco Central do Chile), Camille Beaudoin (Diretor de Educação Financeira da AMF Quebec), José Alexandre Vasco, Cristina Carrillo (Addkeen), Maria Igreja (CMVM), Gloria Núñez (CNMV) e Therese Ekman (Swedish Financial Supervisory Authority)

Nos painéis 4 e 5, foram compartilhadas experiências de professores com projetos de educação financeira nas escolas, assim como as prioridades de pesquisa nesse âmbito, que pretendem fortificar, com base de dados mais fortalecida, as ações de disseminação do conhecimento financeiro.

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Palestrantes comentam poder da educação financeira no aprimoramento da qualidade de vida e do crescimento pessoal

Trocando ideias

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Fica de olho!

Em breve, o Portal do Investidor disponibilizará os materiais apresentados ao longo da semana de eventos. Os vídeos serão publicados no canal CVMEducacional, no Facebook.

Tags: Evento
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