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Wed Dec 07 18:42:00 BRST 2016

Discutindo o comportamento e a educação do investidor

Conferência inicia com foco em insights comportamentais e psicologia econômica

Além de celebrar seu 40° aniversário, a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) iniciou, nesta quarta-feira (7/12), a Conferência de Ciências Comportamentais e Educação do Investidor, na qual acadêmicos e representantes de instituições financeiras de vários países compartilharam conhecimentos relacionados aos temas.

Abrindo o encontro, Leonardo Pereira destacou que um dos papéis da CVM é proteger os investidores e, por isso, é preciso entender como eles pensam. O presidente da Autarquia também lembrou que a conferência chegou à quarta edição contando com importantes parcerias e alcançando grandes conquistas.

“Esse evento é mais uma maneira de reafirmamos nosso compromisso com a educação financeira.” - Leonardo Pereira

 

A mesa de abertura também foi composta (da esquerda para a direita) por:
Robert Van Djik (presidente da Anbima), Johnathan Dunn (cônsul-geral do Reino Unido no Rio de Janeiro),
Paul Andrews (secretário-geral da IOSCO), Edemir Pinto (diretor-presidente da BM&F Bovespa) e
Carlos Ratto (diretor-executivo comercial e de produtos da Cetip)
 

Na sequência, o secretário-geral da IOSCO abordou o direcionamento da organização para a educação do investidor, a redução do risco sistêmico e a garantia do mercado justo e transparente, que, segundo ele, também se relacionam à educação do investidor. O representante mencionou ações realizadas pela organização voltadas para o assunto, como relatório com análise de riscos aos quais investidores se expõem.

 

   Adesivo usado na dinâmica 


A aplicação de insights comportamentais foi o tema do primeiro painel da conferência. Bilal Zia (economista sênior do Banco Mundial) começou os debates apresentando relatório elaborado pela instituição sobre a mente, a sociedade e comportamento, reunindo informações sobre como as pessoas tomam decisões, a fim de ajudar no aprimoramento das políticas públicas.

Moderado pela jornalista Mara Luquet, os debates focaram nos desafios que têm sido enfrentados na educação financeira e de que maneira as políticas públicas podem auxiliar na disseminação. A inclusão do assunto na base curricular brasileira foi um dos destaques, sendo apontada como necessária para evitar problemas como endividamento.

 

“Precisamos que nosso país seja de investidores, não de endividados.” - José Alexandre Vasco, superintendente de proteção e orientação aos investidores da CVM


José Alexandre Vasco frisou que a Autarquia sempre esteve aberta às inovações, buscando utilizá-las nas ações de educação financeira, apontando algumas realizações. O servidor também ressaltou que antes de promover as políticas públicas é preciso conhecer, intervir e avaliar o público.

 

José Alexandre Vasco abordou a criação da Estratégia Nacional de Educação Financeira (ENEF),
promovida em todo o Brasil em conjunto com outras instituições
 

A psicologia econômica norteou os debates do último painel do dia, que apresentou resultados de estudo da Universidade de Ohio sobre o uso de nudges (estímulos que buscam induzir escolhas) em famílias de baixa renda, além da experiência norueguesa na aplicação desses estímulos no mercado financeiro.


Cäzillia Loibl mostrou como os nudges financeiros podem remover barreiras para a poupança. Segundo a professora associada da Universidade de Ohio, fazer ligações para pessoas de baixa renda lembrando-as de fazer aplicações mensais na poupança pode ser uma forma efetiva de educá-los, dentre outras conclusões. Porém, os nudges, neste caso, servem apenas para estimular mudanças pequenas de comportamento.

 

Cäzillia recomendou que a aplicação de nudges deve ser testada
em pequenos grupos antes de ser realizada amplamente
 

Já Ellen Katrine Nyhus abordou experiências com a aplicação de nudges na Noruega que não foram muito bem sucedidas, como o uso de SMS para fazer lembretes a jovens de que faturas de telefone estavam próximas ao vencimento, cuja adesão foi baixa. Com isso, concluiu que o uso desses estímulos não é o suficiente para proteger os consumidores: é preciso contar com uma boa regulação.


Assumir compromisso publicamente aumenta as possibilidades de atingirmos nossos objetivos. Esse é um exemplo de nudge que a CVM propôs testar com o público da Conferência. Participe deste desafio!

 

A Conferência de Ciências Comportamentais e Educação do Investidor continua amanhã, 8/12. Acompanhe pelo Portal CVM! 

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